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Eurotrash

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INFORMAÇÕES:

CARACTERÍSTICAS

FormatoBROCHURA
Número de Páginas168
SubtítuloEurotrash
EditoraFOSFORO
AutorCHRISTIAN KRACHT
Ano da Edição2026
EAN139786560002104
Edição1
IdiomaPORTUGUES
FabricanteFOSFORO
ISBN6560002101
Páginas168

DESCRIÇÃO DO ITEM:

PREVISÃO DE LANÇAMENTO: 08/09/2026. Este livro é um mergulho em um acerto de contas familiar que oscila entre o trágico e o genuinamente ridículo. A premissa parece a de um drama burguês convencional: um filho decide levar sua mãe alcoólatra e octogenária em uma última viagem pela Suíça, seu país natal. No entanto, esse road movie literário se transforma em uma expedição ácida pelas vísceras de uma Europa decadente e de uma herança manchada pelo nazismo. O humor aqui não é solar, mas gélido, extraído da mediocridade das convenções sociais e do fardo de se carregar um sobrenome que exala privilégio e culpa. A mãe, uma figura que transita entre a lucidez cortante e o delírio etílico, encontra-se afundada em um autodesprezo quase elegante, funcionando como o contraponto perfeito para o narrador, uma versão autoficcional do autor Christian Kracht. Eles viajam com uma sacola plástica cheia de dinheiro, que vão distribuindo a pessoas aleatórias, conforme visitam lugares que evocam uma nostalgia mofada. Com a precisão de um bisturi, a narrativa destrincha a hipocrisia de uma classe alta que prefere o silêncio ao escândalo. Eurotrash é também uma elegia, uma despedida, uma reprodução de conversas finais entre mãe e filho, o último lance de um jogo de verdade e ficção entre os dois. Durante a viagem, ela pede: Conte alguma coisa. Verdade ou ficção?, pergunta o filho-narrador. Tanto faz. Pode decidir. Você conta isso de forma tão envolvente, como se fosse verdade. Assim, observamos um luxuoso castelo de cartas desmoronar em câmera lenta: a queda é inevitável, mas sua beleza não se nega. Kracht nos mostra uma Suíça que não está nos cartões-postais, povoada por fantasmas do passado e por vivos que mal conseguem sustentar o peso das próprias joias. Este romance é, acima de tudo, um exercício de honestidade brutal, em que o riso surge como a única defesa possível diante do vazio existencial e do fim de uma linhagem que já deu o que tinha que dar. Um lixo europeu de altíssima classe, acompanhado de uma dose generosa de vodca barata.
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