Discurso De Primavera E Algumas Sombras - Nova Edição
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Detalhes
CARACTERÍSTICAS
Formato | BROCHURA |
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Número de Páginas | 224 |
Subtítulo | Discurso de primavera e algumas sombras - Nova edição |
Editora | RECORD |
Autor | CARLOS DRUMMOND DE ANDRADE |
Ano da Edição | 2025 |
EAN13 | 9788501924339 |
Edição | 4 |
Idioma | PORTUGUES |
Fabricante | RECORD |
ISBN | 8501924334 |
Páginas | 224 |
Saiba mais
PREVISÃO DE LANÇAMENTO: 22/09/2025. Discurso de primavera e algumas sombras, de Carlos Drummond de Andrade, está de volta. A nova edição conta com novo projeto gráfico e posfácio inédito de Micheliny Verunschk. Um retrato do Brasil, das amizades e das perdas sob o olhar do nosso maior poeta. Discurso de primavera e algumas sombras, publicado originalmente em 1977, é um exemplo do poder avassalador da obra de Carlos Drummond de Andrade. Vibrantes, melancólicos e comoventes, os poemas do livro apresentam um mosaico sobre os dramas, os personagens e os lugares que habitaram o imaginário do escritor. Quando as preocupações com o meio ambiente ainda estavam bem longe do peso e da importância atuais, Drummond voltava seu olhar para o tema no extraordinário 'Águas e mágoas do rio São Francisco', lastimando o 'leito pobre', os 'barqueiros e barranqueiros na pior', as 'pontes sobre o vazio'e a 'ausência de verde'. Já em 'Num planeta enfermo', com sua conhecida ironia, descreve como habitantes de uma cidade confundem neve com a espuma da poluição. A seção 'Os marcados', dedicada a amigos e figuras que admirava, forma a coluna vertebral do livro. E quando um poeta da grandeza de Drummond fala sobre algo que ama, o resultado é arrebatador. São inspiradíssimos os versos sobre Helena Antipoff, Di Cavalcanti, Pedro Nava, Lúcio Cardoso e Erico Verissimo. Assim como os poemas para Manuel Bandeira e Clarice Lispector, em que se entrelaçam amizade e arte. O poeta ainda canta o Brasil colonial, as divas de Hollywood, o Rio de Janeiro e sua Belo Horizonte da juventude, décadas depois fraturada em sua paisagem visual e cultural. Ao relembrar Murilo Mendes, faz uma reflexão acerca da atemporalidade da poesia do amigo mineiro: 'Por ter sido futuro, entre passados / e estagnados: / futuro intensamente, poeta / a nascer amanha?, sempre amanha?.'Versos certeiros que poderiam se referir a si próprio e aos poemas deste livro. Drummond é hoje e amanhã. 'Se, no poema dedicado a Murilo Mendes, Drummond abre a imagem de uma janela cosmorâmica (o cosmorama é um antigo dispositivo óptico que permitia observar o 'espetáculo do mundo', paisagens, quadros, entre outras imagens), não será demasiado afirmar que a primavera que o poeta itabirano engendra é, também ela, cosmorâmica, como se o Brasil, e tudo o que lhe diz respeito, fosse visto da forma mais próxima e afetada possível pelo orifício da caixa, pelo contorno das notícias.' - Micheliny Verunschk, para o posfácio de Discurso de primavera e algumas sombras.