PREVISÃO DE LANÇAMENTO: 20/04/2026. O clássico da literatura mundial com poemas de Carlos Drummond de Andrade e desenhos de Portinari volta em nova edição em capa dura. D. Quixote conta com novo projeto gráfico e posfácio inédito de Eduardo Bueno. Uma obra-prima pelos olhares dos maiores nomes da literatura e da arte do Brasil. A influência de Dom Quixote, romance de Miguel de Cervantes publicado em 1605, é incomensurável. E sua permanente popularidade foi, em parte, ampliada pelo prestígio que teve no mundo das artes - de Pablo Picasso a Dostoiévski, foram muitos os artistas inspirados pelo livro. No Brasil, o clássico foi o ponto de partida para uma parceria icônica entre Carlos Drummond de Andrade e Candido Portinari, cujo resultado é este D. Quixote: Cervantes, Portinari, Drummond. Concluída em 1956, a incrível série de 21 desenhos que Portinari fez sobre Dom Quixote só ganhou a companhia dos poemas de Drummond em 1973. Mas a obra circulou pouco, apenas em edições dirigidas e de tiragem limitada. Agora, setenta anos depois de o pintor brasileiro concluir as ilustrações, o livro ganha uma edição comercial e acessível. Na obra, Drummond e Portinari criam peças que de alguma forma acompanham o roteiro de eventos do romance, como as batalhas imaginárias de Quixote, o amor dele por Dulcineia e as trapalhadas com o esquálido cavalo Rocinante. Já no poema de abertura, 'Soneto da loucura', Quixote apresenta ao leitor seu estado mental divagante, imaginando um 'tropel de batalhas jamais vistas'. Já o poema 'Convite à glória' é todo feito em diálogos, com o fidalgo tentado convencer um ainda ressabiado Sancho Pança a embarcar na jornada contra o mal, prometendo-lhe uma ilha de esmeraldas como recompensa. Drummond adapta as hilárias histórias da dupla ao seu imenso repertório linguístico, ao passear pelo poema concreto, pelo soneto e pela parlenda: 'Epa! / Baixa, gordo - cara de bufa?o - bola no cha?o - ba?obalala?o' ('Coro dos cardadores e fabricantes de agulhas'). Neste poema, de forma magistral, ele constrói uma ponte entre o romance de cavalaria europeu e a tradição oral brasileira. No entanto, o que fica evidente aqui é uma sinergia artística impressionante. Drummond e Portinari nos fazem imaginar um Quixote realizado a seis mãos, enriquecendo de forma única essa obra-prima da literatura mundial ao mesmo tempo que criam um verdadeiro clássico do modernismo brasileiro. '[...] resgatar o Dom Quixote pelas lentes de Portinari e pela voz de Drummond configura um ato de resistência poética [...].' - Eduardo Bueno, para o posfácio de D. Quixote: Cervantes Portinari Drummond.