Esta obra discute as possibilidades de compreensão do autismo, precisando seus aspectos históricos e teóricos e, principalmente, a importância de o autismo ser dimensionado como uma pluralidade de possibilidades.
Parte das contribuições de Leo Kanner e Hans Asperger e traça um panorama que, no século XX, centra os diagnósticos em critérios genéricos - classificações diagnósticas como a Classificação Internacional de Doenças (CID), da Organização Mundial da Saúde (OMS), e o Manual de Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais (DSM), da American Psychological Association (APA).
Esta primeira análise chega até a CID 11, adotada mundialmente em 2022.
Em seguida, a partir da Psicanálise, a obra apresenta reflexões sobre aspectos teóricos e metapsicológicos que sustentam a possibilidade de se repensar o autismo como uma outra forma de ser para si e estar com o outro que indica desde a transição contemporânea de humanização até os limites da escuta e do cuidado com as condições particulares de ser autista.
Nessa particularidade, introduz ao leitor o Projeto OLHAR, que, na avaliação de bebês, a partir do Protocolo PREAUT, contabilizou 4.745 atendimentos em três cidades do sul de Minas Gerais e suas microrregiões (Poços de Caldas, Três Pontas e Varginha).
Desse estudo, uma indicação da importância de se pensar no caso a caso para compreender os riscos que se colocam em momentos de impasses na humanização; mas sem a pressa diagnóstica.
Acerca das questões do autismo, apresentam-se debates, discussões e reflexões de profissionais que atuam no atendimento clínico e psiquiátrico de crianças diagnosticadas como autistas.
Sobre a situação atual das crianças, problematizando o diagnóstico de crianças pandemizadas, tal discussão é essencial.