PREVISÃO DE LANÇAMENTO: 06/04/2026. Nesta obra corajosa, Nísia Trindade Lima, presidente da Fiocruz durante a pandemia do covid-19, revela os bastidores da saúde pública e os entraves políticos à vacinação em meio à maior crise sanitária dos últimos anos. O silêncio e as meias-palavras são os piores adversários da superação de crises. Ainda há tempo é o resultado da decisão de alguém que estava no olho do furacão durante a pandemia do covid-19: Nísia Trindade era presidente da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) quando o cataclismo da saúde pública em escala mundial eclodiu, chegando posteriormente à posição de ministra da Saúde do governo Lula, entre 2023 e 2025. O alastramento global de uma doença desconhecida parece roteiro de filme de terror, mas, de fato, passamos por isso. Foi uma espécie de trauma coletivo de toda a humanidade, e seus efeitos tiveram impactos ainda mais devastadores sobre os grupos sociais em situação de vulnerabilidade. Em Ainda há tempo , a pesquisadora, cientista política, socióloga e sanitarista Nísia Trindade traz um relato corajoso das ações desenvolvidas durante aqueles poucos anos que pareceram décadas: a coordenação das ações da Fiocruz e seu papel fundamental para viabilizar a vacinação no país, o trabalho com movimentos sociais e territórios de comunidades e periferias em todo o Brasil, a gestão das centrais de diagnóstico, a participação em fóruns de saúde global coordenados pela Organização Mundial da Saúde (OMS), e o trabalho articulado com estados e municípios ' tudo isso em meio a uma atmosfera de negacionismo fomentada pelo então presidente da República. O que poderia ter sido diferente se a postura do governo tivesse sido outra? Se o comportamento errático de quem se recusava a usar máscaras e se vacinar não tivesse sido incentivado por quem estava no poder? Como um país desigual é afetado de formas desiguais? E o que aprendemos com essa situação? Sabendo que novas crises no futuro serão inevitáveis, esta obra não se limita a expor os absurdos a serem combatidos, mas também propõe uma postura assertiva e esperançosa para enfrentar os desafios. Mais do que uma recapitulação da história recente, Ainda há tempo é uma chamada ao diálogo e à reflexão.