Como Maria Madalena foi reinterpretada em cada época e o que ela revela sobre a mulher, o homem e o divino
Prostituta arrependida, mulher rica, discípula e companheira de Jesus, adúltera, símbolo da fragilidade das mulheres, objeto de veneração... Quem realmente foi Maria Madalena? Personagem que extrapola os textos religiosos e a própria Igreja, ela continua sendo uma figura fascinante e misteriosa.
Seguindo Maria Madalena através dos séculos, o historiador inglês Michael Haag analisa a forma como ela tem sido reinterpretada a cada época - desde os tempos bíblicos até os dias de hoje.
O autor busca a verdadeira Maria Madalena no Novo Testamento e nos evangelhos gnósticos (textos apócrifos dos séculos II a IV), onde ela é exaltada como esposa e principal discípula de Cristo. Comparando com sensatez os dois evangelhos, ele investiga por que e de que maneira a Igreja católica preferiu representá-la como uma mulher pecadora, enquanto Maria, mãe de Jesus, foi simbolizada como a Virgem.
Avançando no tempo, Haag mostra que, no Renascimento, Maria Madalena se tornou uma deusa da beleza e do amor; e, ao final, apresenta a Madalena moderna: mulher forte e independente que se transformou em ícone feminista.
Em linguagem clara e direta, o livro aborda um tema controverso de modo sóbrio, sem buscar polêmicas fáceis - e com isso oferece ao leitor um estudo sério e cativante sobre uma das personagens mais controversas da história.
Ótima leitura. Haag consegue uma clareza de pensamento e uma coesão admiráveis em seu relato, fazendo perguntas que continuam a despertar nossa curiosidade - The Times.
Uma visão excepcional de como Maria Madalena foi vista por várias culturas ao longo dos tempos, investigação perturbadora de uma incompreendida heroína da Bíblia - Kirkus Review.
Impossível parar de ler, uma narrativa cheia de pistas como os melhores thrillers. Muito bem pesquisado - Bee Wilson, autora de Como aprendemos a comer e Pense no garfo.